Devagarinho.

Devagarinho.

Sonhos de Raskólnikov (Dostoiévsky)

Nunca os homens se julgaram tão sábios, tão seguros da verdade... Nunca tinham tido mais confiança na infalibilidade dos seus juízos, na solidez das conclusões científicas e dos princípios morais. (...). Cada qual julgava saber, ele só, a verdade inteira ... Ninguém se entendia sobre o bem e o mal, nem sabia quem se havia de condenar ou absolver. Matavam-se uns aos outros levados por uma raiva absurda...Ninguém sabia e todos andavam inquietos. Cada um propunha as suas idéias, as suas reformas e não havia acordo; ... Aqui e ali se reuniam vários grupos, combinavam uma ação comum, juravam não se separar - mas logo depois esqueciam-se da resolução tomada, começavam a acusar-se uns aos outros, a bater-se, a matar-se. Os incêndios e a fome completavam o triste quadro. Homens e coisas, tudo perecia. O flagelo estendia-se cada vez mais. No mundo só podiam salvar-se alguns homens puros, predestinados a refazer a humanidade, a renovar a vida e a purificar a terra; mas ninguém via esses homens; ninguém ouvia as suas palavras e suas vozes. (Crime e Castigo)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Carta dita do Vidente - Rimbaud

Desde de muito tempo a poesia embolora
"Liberdade aos novos!"
"Eu é um outro. (...) Assisto ao nascimento do meu nascimento: eu o olho, eu o ouço: lanço um toque de violino: a sinfonia se mexe nas profundezas, chegam de um pulo ao palco."
"O cérebro do homem está cheio de trapos."

Um comentário:

Anônimo disse...
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