Devagarinho.

Devagarinho.

Sonhos de Raskólnikov (Dostoiévsky)

Nunca os homens se julgaram tão sábios, tão seguros da verdade... Nunca tinham tido mais confiança na infalibilidade dos seus juízos, na solidez das conclusões científicas e dos princípios morais. (...). Cada qual julgava saber, ele só, a verdade inteira ... Ninguém se entendia sobre o bem e o mal, nem sabia quem se havia de condenar ou absolver. Matavam-se uns aos outros levados por uma raiva absurda...Ninguém sabia e todos andavam inquietos. Cada um propunha as suas idéias, as suas reformas e não havia acordo; ... Aqui e ali se reuniam vários grupos, combinavam uma ação comum, juravam não se separar - mas logo depois esqueciam-se da resolução tomada, começavam a acusar-se uns aos outros, a bater-se, a matar-se. Os incêndios e a fome completavam o triste quadro. Homens e coisas, tudo perecia. O flagelo estendia-se cada vez mais. No mundo só podiam salvar-se alguns homens puros, predestinados a refazer a humanidade, a renovar a vida e a purificar a terra; mas ninguém via esses homens; ninguém ouvia as suas palavras e suas vozes. (Crime e Castigo)

sábado, 14 de junho de 2008

Sartre, a liberdade/Fernando Pessoa, Eus. Pensar é dialogar consigo mesmo.

"Importante não é o que fizeram de nós, mas o que fazemos do que fizeram de nós." (Sartre).

"Quem sou eu?
Eu sou o que penso;
Mas, eu penso tantas coisas!"
(Fernando Pessoa).

"Eu não sou eu nem sou outro, sou qualquer coisa de intermédio: pilar da ponte do tédio que vai de mim para o outro." (Mário de Sá-Carneiro).

Um comentário:

Cris Carneiro disse...

"Escuta-me: eu te deixo ser!
Deixa-me ser então!"

"Sou sozinha: eu e minha liberdade."

"Ninguém me ensinou a querer mas eu quero!"

"Tudo que sei não consigo dizer."

(Clarice Lispector)